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BIOMASSA
2/12/2012

LNEG considera BioREFINA-Ter da BLC 3 como projeto pioneiro a nível internacional


O Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) celebrou com a BLC 3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, com sede em Oliveira do Hospital, um protocolo de cooperação para apoiar a criação de uma biorrefinaria.

Segundo a BLC 3esta biorrefinaria, designada “BioREFINA-Ter”, é o “maior projeto nacional na área dos biocombustíveis de segunda e terceira geração, estando concebido para transformar a vegetação espontânea da floresta em biocombustíveis substitutos do gasóleo e da gasolina, sem entrar em competição com o sector alimentar”.

O LNEG justifica o seu envolvimento no projeto com a argumentação de que Portugal “não apresenta avanços tecnológicos significativos no aproveitamento da biomassa lenho-celulósica, quando comparado com as outras energias renováveis e com outros países desenvolvidos”, sublinhando estar em causa um recurso que “é uma opção chave para a energia mecânica”, sobretudo no sector dos transportes.

Considera ainda a sua cooperação com o BioREFINA-Ter como uma “demonstração do interesse inequívoco do LNEG em desenvolver este projeto de interesse nacional e de extrema importância para o desenvolvimento da região interior e da economia portuguesa, e a valorização territorial e urbana”.

Para o LNEG, que classifica a biorrefinaria como “pioneiro a nível internacional”, um outro aspeto importante do projeto reside no facto de a floresta e a vegetação espontânea serem a principal fonte de biomassa lenho-celulósica em Portugal, podendo representar dois terços da área total do país.

“É extremamente importante otimizar multidisciplinarmente (nas vertentes ambiental, energética, económica e social) a utilização destes recursos e ter em consideração a questão e problemática dos incêndios”, frisa.

Com este protocolo, a BLC 3 fica agora com o compromisso de instalar um Centro de Desenvolvimento Tecnológico no “cluster” das biorrefinarias e bioprodutos, recursos lenho-celulósicos e tecnologias avançadas, que tenha ligações às universidades, entidades científicas e tecnológicas nacionais e estrangeiras e, ainda, ao Instituto Politécnico de Coimbra, através da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital.

Numa primeira fase e pretendendo colocar Portugal na vanguarda da tecnologia e da independência do petróleo, o projeto-piloto abrangerá os concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e Góis, através da construção de uma biorrefinaria de demonstração industrial, com capacidade para produzir anualmente cerca de 25 milhões de litros de biocombustíveis.


As Beiras


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