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OCEANOS
14/06/2013

Tecnologias da energia das ondas sem o “nível de maturidade adequado”


O diretor de desenvolvimento tecnológico da EDP Inovação, empresa que procura novas soluções ligadas à produção de eletricidade nos oceanos e que já estudou mais de 100 tecnologias na área da energia das ondas, diz que esta área "está ainda bastante imatura”.

Falando ao Portal das Energias Renováveis esta quarta-feira a propósito do projeto Windfloat, o primeiro de energia eólica offshore do mundo, João Maciel considera que o potencial ligado à energia das ondas em Portugal é “grande” e, por isso, a EDP Inovação está atenta e quer criar “algumas opções”, embora ainda não tenha feito “nenhum projeto de escala relevante nessa área”.

Na visão do responsável, “as tecnologias não estão ainda no nível de maturidade adequado”. A empresa, acrescenta, tem discutido com promotores e também “acompanhado muitos projetos portugueses e estrangeiros nesta área”.

O diretor de desenvolvimento tecnológico da EDP Inovação lembra que há décadas que a empresa estuda esta área e recorda ainda que há cerca de seis a oito anos “havia muito otimismo no ar”. “Esse otimismo era derivado do facto de os projetos mais emblemáticos não terem ainda entrado em ambiente real, a fazer testes no mar. Depois, nessa altura, aconteceram e esse otimismo transformou-se mais em realismo”, sublinha.

“Acho que a conclusão que todos tiramos é que a energia das ondas está ainda bastante mais imatura do que o desempenho eólico offshore em Portugal”, acrescenta João Maciel.

O responsável esclarece que no caso da eólica em alto mar a estrutura base já estava desenvolvida, dado que se trata da “combinação de duas coisas maduras”, designadamente as turbinas eólicas e as fundações flutuantes, que já existem nos setores do petróleo e do gás.

Pelo contrário, justifica, na energia das ondas “ainda há muita discussão”. “Ainda há muita gente a trabalhar em princípios de conversão de energia completamente diferentes. Não há massa critica em nenhuma delas. Talvez por isso também não se tem visto grande evolução no tema”, reforça.


PER


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