
23/02/2013
Climatização de edifícios a partir de energia do subsolo e dejetos
Os prédios modernos aproveitam cada vez mais o calor do subsolo, rios ou canalização para aquecer ou arrefecer ambientes. Os especialistas veem neste método um grande potencial para abastecer casas com energia renovável, segundo uma notícia da Deutsche Welle.
Na crosta terrestre a temperatura aumenta, em média, 3ºC a cada 100 metros de profundidade. Um estudo do Centro Aeroespacial Alemão, elaborado a pedido da Greenpeace, calcula que o potencial da geotermia supera em muitas vezes o atual consumo energético no mundo.
A poucos metros abaixo da superfície terrestre, a temperatura é quase constante e aproxima-se da temperatura média anual existente no país ou local em causa.
Assim surge uma possibilidade de produção de ar quente no inverno e de ar frio no verão: o ar fresco de edifícios passa previamente por uma tubagem colocada no subsolo. Dessa forma, o ar será aquecido pela terra no inverno e arrefecido no verão.
Esta ideia já é utilizada há alguns anos em prédios modernos e é suficiente para a climatização usada durante o verão em zonas climáticas temperadas.
Na utilização de energia geotérmica há duas variantes: a utilização do calor da superfície terrestre ou de profundidade. Na Alemanha, a chamada geotermia de profundidade utiliza o calor da terra abaixo de 400 metros. Através de temperaturas acima de 100ºC, é possível aquecer prédios ou produzir energia elétrica.
Ao contrário da geotermia de profundidade, o calor próximo da superfície terrestre muitas vezes não é suficiente para aquecer um edifício e, portanto, é preciso uma bomba de calor para aumentar a temperatura.
Na Alemanha, onde há uma mudança de curso da política energética, são aquecidos dessa forma mais de 200 mil edifícios e, anualmente, outros 20 mil são incluídos nessa lista.
O calor também pode ser retirado do sistema de canalização de dejetos, que é relativamente quente.
A câmara de Konstanz, por exemplo, construiu um permutador de calor de 90 metros de comprimento num canal de dejetos, aquecendo assim três novas residências multifamiliares.
De acordo com informações de Olaf Westerhoff, especialista em energia da câmara de Konstanz, em entrevista à Deutsche Welle, compensa aproveitar o esgoto principalmente em grandes cidades e nas proximidades de indústrias com águas residuais quentes.
Cidades como Berlim e Munique, na Alemanha, Paris e Dijon, em França, e Copenhaga, na Dinamarca, já possuem esses tipos de instalações no subsolo, estando planificadas instalações semelhantes noutras cidades europeias.
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