
09/04/2013
Energia limpa exigirá pequenas usinas distribuídas, diz estudo
Com o crescimento das energias limpas, será necessário apostar em pequenas usinas geradoras distribuídas. A conclusão é de um estudo experimental realizado na Alemanha, não através de simulações, mas da interligação de usinas reais, e citado pelo portal Inovação Tecnológica.
O conceito foi apelidado de "usina virtual" pelos seus criadores, o Kurt Rohrig e sua equipa do Instituto de Energia Eólica e Tecnologia de Sistemas Energéticos (IWES, na sigla em inglês).
A usina virtual, chamada RegModHarz (Regenerative Modellregion Harz), já conectou via internet 25 pequenas usinas que juntas somam 120 megawatts de potência.
"Cada fonte de energia - seja vento, sol ou biogás - tem os seus prós e contras. Se conseguirmos combinar habilmente as diferentes características das energias regenerativas, poderemos garantir o abastecimento de energia," disse Rohrig, referindo-se à natureza variável sobretudo das energias eólica e solar.
Para fazer a RegModHarz funcionar, foi desenvolvida uma plataforma de software que permite aos operadores de pequenas usinas geradoras trabalharem em conjunto como se se tratasse uma única grande usina.
Como sistema de armazenamento simulado, os investigadores usaram veículos elétricos, que podem guardar energia nas suas baterias para vender à noite, quando não estão em uso, e um sistema de bateria de fluxo químico.
O controle central permite reduzir as desvantagens da natureza instável das fontes alternativas de energia. Quando as pequenas usinas operam em conjunto, as diferenças regionais quanto ao vento e à incidência do sol são balanceadas pela operação de termelétricas a biogás ou valendo-se da energia armazenada.
Os cientistas estão agora a usar a usina virtual para desenvolver em detalhe o novo sistema de fornecimento de energia, sobretudo a quantidade e a distribuição das pequenas usinas geradoras e as potências mínimas com que devem operar. Outro elemento importante é determinar como é que a usina virtual atenderá aos padrões da rede de distribuição atual.
O projeto está a ser financiado pelo governo alemão em parceria com diversos institutos de investigação, universidades e empresas.
PER / Inovação Tecnológica |