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Destaques


Iniciámos recentemente este novo ano de 2012 e as dúvidas sobre o futuro, nesta altura, são maiores que as certezas. Em termos do que se vai passar no setor da energia em 2012 não é diferente.O que irá acontecer? Tudo aponta para que a política de incentivos à utilização de fontes renováveis sofra reduções e que a aposta seja canalizada para a área de eficiência energética. Mas, será que vai ser assim?

Será que a estratégia energética definida em 2010 para os 10 anos seguintes continuará a ser alterada em 2012, como foi em 2011? Será que o carro elétrico vai passar definitivamente de bestial a besta? Será que as metas estabelecidas de produção renovável e de eficiência energética para 2020 vão passar a ser miragens? Será que vai ser criada em 2012 umanova estratégia energética até 2020?

No que se refere à área de eficiência energética, será que o programa para a redução de custos de energia no Estado, o ECO.AP, vai mesmo ser implementado em 2012? Será que o modelo ESE poderá ser implementado neste programa, como estava previsto? Como é que a dificuldade de obtenção de financiamento afetará este programa? Que soluções alternativas de financiamento poderão existir? Conseguirá este programa ser um bom exemplo para a sua adoção também por parte do setor privado? Conseguir-se-ão criar as bases para a criação em Portugal de um cluster de empresas de serviços de energia?

No que se refere à produção em regime especial, será que a procura de particulares por sistemas de microprodução fotovoltaica ultrapassará os 10MW de oferta de licenças? Será que as empresas vão passar a estar mais cientes das vantagens no investimento em solar fotovoltaico por via da minigeração? Será que o custo da tecnologia fotovoltaica irá continuar a cair em 2012? Portugal ficará mais próximo da paridade de rede? Será que o regime de netmeteringvai suceder ao regime atual do feed-in-tarif? Será que a mini-cogeração com a possibilidade de venda de energia à rede poderá ser implementada como medida de eficiência energética?

Algumas certezas e muitas dúvidas inundam os pensamentos de todos aqueles que querem produzir a sua energia, aderir às renováveis, reduzir os seus gastos energéticos ou ser mais amigos do ambiente. Uma coisa é certa, em Portugal o Sol vai continuar a brilhar muito...
 

Por Duarte Sousa
Director-geral, Hemera Energy
dsousa@hemeraenergy.com

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Última actualização 19/06/2019