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Notícias - Actualidade |
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13/03/2008
Actualidade
Biomassa
Sólida
A floresta cobre cerca de 38% do território Português,
estando distribuída essencialmente por:
| Tipo
de floresta |
Área
[milhares de ha] |
| Pinhal e resinosas |
1136,3 |
| Montados |
1196,4 |
| Soutos e Carvalhais |
174,9 |
| Eucalipto |
695,1 |
| Total |
3306,1 |
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No
entanto estes números não revelam o panorama actual
do aproveitamento do potencial da biomassa florestal, que se traduz
pelo quase "abandono" da floresta, sendo difícil
quantificar o verdadeiro potencial energético deste recurso.
Outros entraves como a falta de equipamentos para sistemas de
recolha apropriado, falta de uma estrutura do sector, falta de
tratamento fiscal adequado (a biomassa, por ex., a lenha está
sujeita a uma taxa de I.V.A. de 19%, ao contrário de outras
fontes: gás natural 5%), receio dos proprietários
e industriais da indústria da madeira, uma grande agressividade
de sectores concorrentes como o do gás, têm originado
uma estagnação do aproveitamento deste potencial.
Actualmente o potencial quantificável passa sobretudo pela
biomassa florestal não havendo números para o sector
agrícola, onde os resíduos da vinha, indústria
do vinho, podas de olivais e árvores de frutos, do bagaço
da azeitona, etc., poderão ter um interesse exploratório
considerável.
Os quadros seguintes sintetizam quantidades indicativas de biomassa
florestal de acordo com a proveniência, distinguindo a produção
de biomassa florestal e a efectiva disponibilidade deste recurso
energético, valores estes obtidos com base na informação
disponível, cujos valores reais se pensa são algo
superiores.
Produção de biomassa florestal:
| Tipo
de Resíduo |
Quantidade
[milhões de ton/ano] |
Matos (incultos)
|
4,0 |
| Matos (sob-coberto) |
1,0 |
| Produção de Lenhas |
0,5 |
| Ramos e Bicadas |
1,0 |
| Total |
6,5 |
Potencial disponível de biomassa florestal:
| Tipo
de floresta |
Quantidade
[milhões de ton/ano] |
| Matos |
0,6 |
| Biomassa proveniente de áreas ardidas |
0,4 |
| Ramos e Bicadas |
1,0 |
| Indústria Transformadora da Madeira |
0,2 |
| Total |
2,2 |
Fonte: http://www.igm.ineti.pt/edicoes_online/diversos/energias_renov/texto2.htm
Já foram desenvolvidos alguns projectos nesta área,
ente os quais o único exemplo de produção
de energia eléctrica a partir da biomassa sólida
é a Central Térmica de Mortágua (ver Projectos).
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| Biocombustíveis
gasosos: biogás
Actualmente existe em Portugal cerca de uma centena de sistemas
de produção de biogás, na sua maior parte
proveniente do tratamento de efluentes agro-pecuários (cerca
de 85%) e destas cerca de 85% são suiniculturas.
Este aproveitamento que, para além de resolver os problemas
de poluição dos efluentes, pode tornar uma exploração
agro-pecuária auto-suficiente em termos energéticos.
Os efluentes sólidos resultantes podem ser ainda aproveitados
como adubo.
O biogás representa actualmente cerca de 3% do consumo
energético nacional.
Existe no entanto um potencial muito maior por explorar, o qual
está estimado em:
| Fonte |
Energia eléctrica
[GWh/ano] |
| Agro-pecuário |
120 |
| ETAR's |
157 |
| RSU (aterros) |
383 |
Existem porém alguns constrangimentos
que passam essencialmente por:
- Uma fraca aceitação do processo de digestão
anaeróbia, com excepção do tratamento das
lamas das ETAR's.
- Pouca relevância dada à valia energética
dos projectos ambientais, avaliados essencialmente pela capacidade
de tratamento.
- Baixa retribuição da energia eléctrica
produzida a partir da digestão anaeróbia, prejudicando
assim a amortização dos investimentos.
Alterações recentes ao tarifários poderão
levar a uma maior implementação de projectos de
aproveitamento de biogás (ver futuro). |
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| Biocombustíveis
líquidos
No que respeita a utilização dos biocombustíveis
líquidos em Portugal, apenas existem alguns projectos de
utilização do Biodiesel em marcha, como o de alguns
autocarros públicos em Lisboa, no entanto a percentagem
de Biodiesel utilizada não vai além dos conservadores
10%.
Esta fraca produção e utilização deve-se
a uma série de constrangimentos de caris não tecnológico:
- Escassez de terra disponível para a produção
das culturas fonte, criando uma falta de matéria-prima,
apesar de por vezes as culturas estarem condenadas a ficar na
terra ou a irem para o lixo por falta de qualidade, quando o potencial
energético poderia significar um lucro considerável.
- A baixa produtividade agrícola Portuguesa.
- Custo elevado da matéria-prima e do processamento industrial
devido a baixa produtividade.
- Custo elevado na recolha e transporte da matéria-prima
nos casos do aproveitamento dos resíduos florestais para
a produção de etanol.
- Instabilidade dos preços.
- Acordos internacionais e europeus que limitam a produção
e utilização dos subprodutos da cadeia de produção
dos biocombustíveis.
- Custos elevados dos biocombustíveis, devido aos factores
já enumerados, face aos combustíveis convencionais.
No entanto estão a ser tomadas medidas legislativas com
vista ao cumprimento das Directivas Comunitárias sobre
o Biodiesel (ver Futuro)
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